Luz: Vida e Amor !



O que há de mais importante nessa existência humana? 


Bem, sem dúvida, é tudo aquilo que simbolizamos como sendo Luz!  


Atenção, “simbolizamos”, pois é importante atentarmos para que o símbolo não tome, dentro de nós, a supremacia daquilo que representa. Todo símbolo é um vetor de memória, sua função principal é a de apontar para o potencial de um significado. Como um gatilho com o intuito de disparar na consciência uma mudança de estado. 

Isoladamente parece simples, porém, a complexidade aumenta com a associação de símbolos, onde um símbolo aponta para outro numa verdadeira arte mnemônica, e por vezes encriptada. Isso demanda o cultivo de virtudes, treino regular e resiliência, pois não é tão incomum se perder no caminho de um aprendizado individual, arriscando-se até em criar ideias fantasmas incongruentes que se tornam ídolos quiméricos e se voltam contra seu hospedeiro, consumindo sua vitalidade. 


O risco ao lidar com essa dinâmica se amplifica diante de nosso estilo de vida atual, que é cada vez mais dinamizado pelo utilitarismo e mero acúmulo. Assim, é muito provável que um reflexo irresoluto do pensamento tenda a interferir em nosso questionamento inicial com a pergunta de praxe: para quê isso tudo me serve mesmo? Essa forma de reflexão vem do nível mais baixo da psique humana, dito perceptivo na classificação Pitagórica, e que podemos corresponder de certa forma com a alma inferior (Nephesh) na tradição Hebraica. Essa camada psíquica se encarrega da percepção instintiva proveniente dos sentidos do corpo físico. 


Desejemos então elevar nosso nível de consciência para além de nossas necessidades básicas de prazer e sobrevivência.


Dentre os níveis de percepção da alma inferior, os estímulos mais elevados, que provêm da visão, são diretamente associados com “luz visível”, a luz dita manifesta. Assim, a percepção da beleza visual é um ícone agradável. Porém, parar por aí, nos condiciona ao apego instintivo à mera forma aparente. 


O elo visual é importante, alguns amores verdadeiros se iniciam como o “amor à primeira vista” em uma verdadeira troca de olhares. Ou surge uma empatia como base de uma amizade. Porém, isso deve ser apenas o estímulo inicial, ao ponto de chegar a ser capaz de ver no outro o potencial da ideia de uma Presença Divina, e isso é bem mais elevado. Por exemplo, em meio aos trovadores da região da Provença medieval era comum o hábito de dar o título honorário de “Seigneur” (Senhor) à dama de sua adoração terrena, que inspira a ideia do amor como um regente de ideal divino. Isso nos remete, de certa forma, à tradição Hebraica em que Adonai (Senhor) é o nome divino do primeiro portal (Malkuth) de ascensão da árvore da Vida. O Zohar, obra mística fundamental, associa Malkuth com a Presença Divina (Shekinah), que é feminina. 



A motivação fundamental de existência da S.L.V. é a associação de Luz e Vida dentro de cada membro, como individuo. Em outras palavras, criar em seu interior uma inteligível dinâmica depurada de Luz Vivente, em prol de uma Vida Luminosa em nossa sociedade ocidental. 



Traga-me meu Arco de ouro fulgurante,

Traga-me minhas Flechas de desejo!

Traga-me minha Lança! Oh nuvens, se dissipem - 

Traga-me minha Carruagem de Fogo!!!


William Blake, "Jerusalém"

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